‘Estadão’: Os melhores de 2015 no esporte

Dois comentários sobre a pesquisa do Estadão na qual jornalistas elegem os maiores destaques do ano:

  1. A “seleção brasileira ideal” evidencia como também os jornalistas sobrevalorizam as atuações dos jogadores em clubes brasileiros.

  2. Divulgar os resultados nesse formato de galeria é uma grande sacanagem. Um desserviço e um desrespeito ao leitor.

O problema dos estádios brasileiros

Paulo Vinícius Coelho, na Folha:

Os novos estádios melhoraram a qualidade do Brasileirão, por cuidarem dos gramados e ajudarem a aumentar a média de público. Mas nenhuma arena tem ainda um modelo de gestão sustentável. O Grêmio está comprando a parte da OAS, o Corinthians precisa vender os naming rights para pagar o financiamento, o Mineirão recebe subsídios, o Palmeiras tem o modelo mais justo, mas sofre com a crise da WTorre.

O Maracanã era o maior estádio do mundo. Não é mais. Agora precisa ser o melhor. O estádio mais bonito, da torcida mais festiva, no país do futebol, na cidade maravilhosa. Tudo isso exige um novo modelo. Nem ser do Estado, nem da Odebrecht. Precisa ser do novo futebol brasileiro. Aquele com que, utopicamente, ainda sonhamos.

Algumas diferenças entre Dunga e Tostão

Tostão, na Folha:

Dunga e Gilmar não fazem nada ilegal, aproveitam uma ótima oportunidade profissional, e as pessoas não costumam se preocupar com a vida do patrão quando são contratadas por uma empresa. Porém, no mínimo, deveriam sentir-se constrangidos por exercerem cargos de confiança do presidente da CBF.

Por isso, em 2000, não aceitei o convite para ser diretor-técnico da seleção, quando o presidente era Ricardo Teixeira, e, recentemente, para manter minha independência como colunista, recusei o plano de saúde ofertado pela CBF aos campeões do mundo.

Dunga criticou os que não comparecem, quando convidados, aos eventos realizados pela CBF, pois, segundo ele, são oportunidades para ajudar o futebol brasileiro. Não aceitei ir a encontros entre campeões do mundo, comentaristas e a comissão técnica porque quero manter distância da CBF e porque não acredito em reuniões esporádicas, em que todos se abraçam, se elogiam e cada um diz uma frase, geralmente um lugar-comum. É muito blá-blá-blá e pouca ação.