Celulares pequenos

Neste mês, a Apple apresentou novos modelos de iPad, iMac e AirPods. Ninguém tinha expectativas reais de ver novidades sobre o iPhone (nem eu), mas alguns malucos (como eu) ainda tinham uma mínima esperança de que a empresa anunciasse um legítimo sucessor do iPhone SE – lançado há três anos, em março. Teria sido uma bela maneira de comemorar o aniversário do último grande pequeno celular da história.

Na semana passada, Horace Dediu, um dos melhores analistas especializados em Apple, revelou ter essa esperança, em um texto sobre miniaturização:

Fundamentally explaining mini is pointless. mini is something that is felt more than it is perceived. You can see the attraction of a tiny product only when you come face-to-face with it. In a picture it’s hard to get it–there is no frame of reference. What draws me to a MacBook or to a mini or a Watch is when it’s touched and held and carried or worn. The experience of the product is not how it works but how it works with you. You have to be part of it. It’s not asking “Does it look good?”. It’s asking “Does it look good on me?” mini means more personal.

That is the nature of mini and that is why I love the new minis: the iPad mini, the Mac mini, the MacBook (mini) and that is what I dare to hope that there is an iPhone mini coming.

Março chega ao fim sem iPhone novo, mas a minha esperança (e, imagino, a de Dediu) continua.

Os celulares pequenos morreram (republico abaixo um artigo que escrevi sobre isso no ano passado), mas podem ressuscitar. E não há empresa com mais força para fazer isso do que a Apple.

Que venha o iPhone Mini.


A morte dos celulares pequenos (ou RIP iPhone SE)

[Escrito em setembro de 2018.]

Em setembro de 2012, um anúncio da Apple mostrava o então recém-lançado iPhone 5, com tela de 4 polegadas e dimensões de 123,8 × 58,6 × 7,6 mm, sendo utilizado com apenas uma mão. Aquele tamanho, dizia o vídeo, não era coincidência, mas “bom senso”.

Hoje, seis anos depois, os menores modelos de iPhone à venda têm tela de 4,7 polegadas e medem 138,4 × 67,3 × 7,3 mm. O mais recente deles, o iPhone 8, foi lançado no ano passado – os deste ano são todos maiores. E a homepage do site da Apple diz: “Bem-vindo às telonas”.

O que aconteceu com o tal “bom senso”?

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