Melhores colunas: suspensão

A seleção Nota Bene de melhores colunas de análise e opinião do Brasil está suspensa por tempo indeterminado.

Ela começou como uma lista privada, para uso próprio – achava conveniente ter uma página com links para as minhas colunas favoritas, até por não ser muito fã de agregadores de feeds. Esse continuou a ser o seu principal propósito mesmo após se tornar pública. Com o tempo, porém, passei a ler cada vez menos colunas – e a seleção perdeu a sua razão de ser.

(Por motivo semelhante, têm sido raras as atualizações no YouTube.)


Estátuas de racistas: dois textos sobre a polêmica

Meses atrás tivemos a polêmica da derrubada de estátuas que homenageiam racistas. Estes são dois dos melhores textos brasileiros que li sobre o assunto.

Demétrio Magnoli, na Folha de S.Paulo:

Uma estátua erguida no passado não representa uma celebração presente de um personagem ou de uma ideologia, mas apenas a prova material de que, um dia, em outra época, isso foi celebrado.

[…]

A transferência das estátuas malditas para museus ou parques temáticos, retirando-as de seus contextos, tem efeito similar. Num caso, como no outro, trata-se de higienizar os lugares de circulação cotidiana, reservando o exercício da memória a uma elite de especialistas da memória.

Rhodes, o pecador, não está só. De Pedro, o Grande, a Thomas Jefferson, de Marx a Churchill, de Machado de Assis a Monteiro Lobato, ninguém passa no teste contemporâneo dos valores.

A lógica férrea do vandalismo do bem conduz a um programa de terra arrasada. O rastilho de fogueiras purificadoras nada poupará, a não ser as novas estátuas esculpidas pelos próprios vândalos do bem, que virão a ser derrubadas por seus futuros seguidores. O presente perpétuo —eis a perigosa ambição dessa seita de iconoclastas.

[…]

Quem tem o direito moral de suprimir os lugares da memória? Se concedermos esse direito aos vândalos do bem, como negá-lo a governos eleitos democraticamente?

Paulo Pachá e Thiago Krause, na Época:

As respostas encontradas nos jornais frequentemente têm sido negativas, argumentando que a derrubada de estátuas significaria a vitória do revisionismo por meio da tentativa de apagar a história e reescrever o passado, projeto supostamente autoritário e anacrônico, pois fundado em uma visão que julga o passado com os olhos de hoje.

O que esses argumentos ignoram são os fundamentos da própria historiografia, aqui entendida como a escrita da história baseada em metodologias e evidências aceitas pelos profissionais da área. Assim, a prática historiográfica é essencialmente revisionista: nós estamos sempre revisando nossos conhecimentos e interpretações sobre o passado. Essa revisão é determinada pelas relações sociais do presente, pois a sucessiva reescrita da história a partir do desenvolvimento de novas questões e interpretações está no cerne do trabalho dos historiadores.

[…]

Assim, a remoção dos monumentos também expressa uma transformação das relações e dos valores sociais. Erigir uma estátua é fazer história, derrubá-la também. Esses momentos são exatamente o contrário do apagamento, pois suscitam debates que geralmente permanecem adormecidos quando se discute o que a sociedade quer valorizar e comemorar.

Já a ideia de que seria anacrônico condenar personagens históricos erra em outra frente, pois ignora que havia outras moralidades possíveis na própria época em que essas figuras viviam. […] O espantalho do anacronismo frequentemente não passa de uma adoção irrefletida da perspectiva dominante que perpetua a negação da alteridade.

[…]

A constante reavaliação do passado nacional e a progressiva crítica de seus mitos é uma das marcas de uma democracia madura. O reconhecimento da inadequação de homenagens públicas realizadas no passado não significa apagamento, mas reparação de alguns dos muitos equívocos cometidos por nossos antepassados. […] O verdadeiro projeto de apagar a história é aquele que a vê como estática e pretende nos manter presos às visões superadas de uma historiografia laudatória dos heróis e mitos nacionais, que excluem e violentam a memória de diversos grupos sociais — em especial negros, indígenas e mulheres — reproduzindo no presente as desigualdades herdadas do passado.


Melhores colunas: atualização

A seleção Nota Bene de melhores colunas de análise e opinião do Brasil recebeu uma grande atualização.

Eis as novidades. Para ver a lista completa de alterações, clique aqui.

Inclusões:
– Conrado Hübner Mendes (Folha de S.Paulo)
– Drauzio Varella (Drauzio Varella)
– Filipe Campante (Nexo)
– Marta Arretche (Nexo)
– Maria Hermínia Tavares (Folha de S.Paulo)
– Pedro Fernando Nery (O Estado de S. Paulo)
– Sérgio Praça (Exame)
– Solange Srour (Folha de S.Paulo)

Exclusões de “Magna cum laude”:
– Fabio Giambiagi (Valor Econômico)
– Fernando Limongi (Valor Econômico)
– Paulo Vinicius Coelho (UOL)

Exclusões de “Cum laude”:
– Antônio Gois (O Globo)
– Antonio Nucifora (Folha de S.Paulo)
– Celso Rocha de Barros (Folha de S.Paulo)
– Cepesp (Jota)
– Cláudia Collucci (Folha de S.Paulo)
– Cláudia Costin (Folha de S.Paulo)
– Cláudio Gonçalves Couto (Valor Econômico)
– Conrado Hübner Mendes (Época)
– Dalmo de Abreu Dallari (Jota)
– Eliane Brum (El País)
– Fernando Dantas (O Estado de S. Paulo)
– Fernando Henrique Cardoso (El País, O Globo)
– João Pereira Coutinho (Folha de S.Paulo)
– Lúcio de Castro (Sportlight)
– Mathias Alencastro (Folha de S.Paulo)
– Míriam Leitão (O Globo)
– Monica de Bolle (O Estado de S. Paulo, Época)
– Pedro Fernando Nery (Brasil, Economia e Governo)
– Renato Rodrigues (ESPN)
– Roberto Rodrigues (O Estado de S. Paulo)
– Ricardo Perrone (UOL)
– Sérgio Lazzarini (Veja)
– Sérgio Praça (Veja)
– Supra (Jota)
– Vinicius Torres Freire (Folha de S.Paulo)

Exclusão de “Traduções”:
– Paul Krugman (Exame, Folha de S.Paulo)

Fim das divisões “Magna cum laude”, “Cum laude” e “Traduções”.

Atualização do texto sob “Informações”.

Atualização de links.


Pedro Fernando Nery: promessas de Guilherme Boulos são ‘incumpríveis’

No Estadão:

Suas promessas são simpáticas, mas por enquanto são promessas incumpríveis.

[…]

Boulos promete que seu primeiro ato será instituir uma renda básica imediata – talvez de R$ 350. Mas nenhum prefeito pode fazer isso por simples decreto: esse aumento de gastos precisa ser autorizado por lei e passar pelo Legislativo.

[…]

A campanha admite não saber quanto custa a promessa do passe livre, que é importante para os desempregados. Os opositores de Boulos afirmam que o passe livre e a renda básica custarão cerca de R$ 25 bilhões por ano. Significaria achar orçamento na cidade para um valor próximo ao custo do Bolsa Família em todo o Brasil.

[…]

Soluções mais efetivas seriam uma reforma tributária e uma reforma previdenciária municipal. É possível aumentar o IPTU e o ITBI de forma progressiva, tributando mais os imóveis de maior de valor, e rever a tributação fixa do ISS (imposto sobre serviços) sobre autônomos. Não é justo que profissionais que ganhem milhões paguem o mesmo ISS do que os que ganham pouco.

[…]

A despesa na seguridade social dos servidores é de cerca de R$ 10 bilhões e crescente, em benefício de uma minoria. Uma transferência de renda que custa o equivalente a quase 2 milhões de rendas básicas. Boa parte desse dinheiro deve se concentrar em bairros mais ricos, não na periferia.

Não é justo que uma cidade em que 3 milhões dependeram do auxílio continue permitindo que servidores se aposentem em média ao redor dos 50 anos com os maiores salários de suas carreiras (que foram estáveis, aliás).

[…]

Boulos precisará escolher entre sua base de servidores e profissionais liberais ou a periferia da renda básica para realmente fazer diferença.


Bruno Carazza sobre a elite brasileira e o ITCMD

Bruno Carazza, no Valor Econômico:

Quando estudamos as causas do subdesenvolvimento das nações, as elites econômicas e políticas são frequentemente apontadas como responsáveis pela criação de mecanismos que levam à concentração de renda e de poder nas mãos de poucos, em detrimento de milhões. Mas na maioria das vezes as críticas ocorrem em bases genéricas, sem apontar quem são essas elites e tampouco quais engrenagens elas utilizam.

No caso específico do julgamento do ITCMD sobre as heranças, temos uma rara oportunidade de dar nome aos bois. No parágrafo anterior, onde está escrito “elite econômica”, segundo levantamento feito pelas repórteres do Valor Joice Bacelo, Beatriz Olivon e Adriana Cotias, estamos tratando dos herdeiros das famílias Safra, Depieri (laboratórios Aché), Steinbruch (CSN), Bellini (Marcopolo) e os já citados Diniz, entre outros.

Já no polo da “elite política” estão os onze ministros do Supremo Tribunal Federal, que pode ratificar mais esse episódio de concentração de renda (RE nº 851108). Aliás, o relator Dias Toffoli já votou em parte favorável à tese dos mais ricos – o processo foi suspenso por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

[…]

É bem verdade que nossa Constituição garante a qualquer pessoa recorrer ao Judiciário quando entender que seus direitos estão sendo lesados. Mas quando empresários bilionários se valem da Justiça para pagar menos impostos, eles perdem a legitimidade de reclamar do tamanho da carga tributária no Brasil e de suas distorções, pois eles são ampliados muitas vezes por privilégios criados em seu benefício.

Também não dá mais para admitir que a cúpula do Judiciário se valha de interpretações literais das normas para agravar um sistema de concentração de renda que se perpetua por décadas.

O caso da isenção da cobrança do ITCMD sobre a repatriação de recursos do exterior é mais um exemplo do mecanismo de concentração de renda brasileiro funcionando em toda a sua extensão.


Facebook censura vídeo de Nicholas White sobre cloroquina e hidroxicloroquina

Há algumas semanas, publiquei um vídeo do renomado cientista Nicholas White sobre o uso de cloroquina e hidroxicloroquina contra a COVID-19.

Bizarramente, ele foi censurado pelo Facebook.

Claudia Paiva, professora da UFRJ, fez um post com link para o vídeo. Horas depois, ele foi removido. Eis a explicação do Facebook:

Sua publicação vai contra os nossos Padrões da Comunidade sobre desinformação que pode causar dano físico

Ninguém mais pode ver a sua publicação.

Incentivamos a liberdade de expressão, mas não permitimos informações falsas sobre a COVID-19 que possam levar à agressão física.

Isso é um absurdo. White diz que não sabemos se cloroquina e hidroxicloroquina funcionam contra a COVID-19 e não defende o seu uso em tratamentos. Por que a censura?

Decisão ridícula e injustificável do Facebook.


Sobre ‘negacionismo’ e ‘negacionista’

Segundo o Houaiss,1 a palavra “negacionismo” começou a ser usada no Brasil em 13 de julho 1993, na Folha de S.Paulo. Ela aparece no texto “Autor escreve sobre ‘negação dos fatos’” (recorte), de Bernardo Carvalho, sobre Paul Virilio.

Voltou a aparecer em abril de 1994 e, depois, apenas em março de 2005.

Em O Estado de S. Paulo, ela foi usada pela primeira vez em 23 de abril de 1996, no texto “O venerável Abade Pierre põe Holocausto em dúvida” (recorte), de Gilles Lapouge.

Veja abaixo o número de vezes em que a palavra foi usada em cada jornal:

Década Folha Estadão
1990 2 2
2000 10 1
2010 58 20
2020 4 18
Total 74 41

Ainda segundo o Houaiss, “negacionista” apareceu pela primeira vez em 9 de junho de 1996, também na Folha.

Curiosamente, a edição eletrônica 3.0 para Windows inclui “negacionista”, mas não “negacionismo”.

Nenhuma das duas palavras está no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.


  1. ↑ O Houaiss merecia um site bem melhor. Sua experiência de uso é horrível.


Artur Avila e o ‘negacionismo’ na ciência

Helio Gurovitz fez uma ótima entrevista com Artur Avila. Destaco dois trechos sobre negacionismo.

Nem é preciso entrar em muitos exemplos – penso logo nas vacinas – para ver que a postura anticientífica é atraente em certos meios. Por que isso acontece? Primeiro, está associado à polarização política. As pessoas escolhem seu campo a priori. Estão tão atreladas à própria posição, que a ciência que desafiá-la precisa ser descartada para continuarem a viver bem. Quando se recusam a criticar o próprio campo ideológico, isso conduz, de certa maneira, a rejeitar a ciência que apresentar uma crítica a ele. É parte da maneira como as pessoas vivenciam a política. Todo mundo na verdade está exposto a isso. É preciso reconhecer que, em qualquer lado da polarização que você esteja, filtrará as informações e rejeitará conclusões científicas contrárias. Não é questão de dizer que todo mundo é igual. Mas, quando a gente faz uma crítica – e deve sempre criticar – a posições como o terraplanismo, é sempre bom ver se não se dispõe a fazer o mesmo quando a crítica vier na sua própria direção. O discurso político é muito raso para comportar a complexidade de uma discussão científica. Inclusive porque a ciência não é cheia de certezas. Lidar com a nuance e com a maneira como ela se desenvolve, com margens de erro, é complicado. Quando vira um Flá-Flu, quando você fica torcendo pra sair o resultado que quer, não olha para a ciência como uma fonte de saber, mas só para tentar justificar ações que já tinha decidido anteriormente.

[…]

A gente tem muita incerteza, principalmente nessa situação em que faz ciência em tempo real. Não é o tempo natural da ciência. Pessoalmente, reservo a palavra “negacionismo” para situações bem estabelecidas. Há tanta incerteza no momento, que usá-la muito cedo acaba por associá-la a situações mais claras, em que o consenso científico é muito maior. Não é que eu tenha dúvidas da ciência, não tenho nenhuma. Mas é que isso encoraja o pessoal a reagir de maneira mais virulenta. A ciência, neste momento principalmente, aparentará oscilar. Uma hora os cientistas recomendarão uma coisa, outra hora podem recomendar o contrário. Não é bom usar prematuramente essa terminologia, numa situação em que a coisa pode mudar. O problema de quem adota uma posição inerentemente anticientífica é que, por acidente completo, de repente pode estar certo por acaso. Se as recomendações se tornarem o contrário do que eram, não quer dizer que a ciência estava errada. A ciência foi apenas ampliando o conhecimento. Usando essa terminologia, porém, as pessoas se sentirão encorajadas a fazer interpretações de que a ciência na verdade tem uma função política. É por isso que tento evitar. É um vocabulário que pode encorajar o lado anticientífico. A gente tem que aceitar a incerteza e dizer que existe uma gama de possíveis conclusões a partir do nosso conhecimento atual. E guardar o negacionismo para situações mais claras, como o Holocausto, bem diferente de questões que os cientistas ainda debatem. É preciso evitar o excesso no uso de linguagem, porque a gente pensa que está ajudando a clarificar uma coisa, mas pode ter o efeito inverso: levar as pessoas a duvidar mais ainda, porque as incertezas evidentes podem dar a impressão de que a ciência não é uma coisa séria.

Perfeito. Muitos “divulgadores científicos” e seus seguidores deveriam prestar especial atenção ao segundo trecho, sobre o problema de usar a palavra “negacionismo”. É necessário ter muito cuidado não apenas ao apurar a produção científica, mas também ao comunicá-la.


As colunas da ‘Folha’ (de novo)

Flavia Lima, ombudsman da Folha, fala sobre o texto de Hélio Schwartsman em que ele diz torcer pela morte de Jair Bolsonaro:

Essa liberdade é louvável e precisa ser ampla. Helio Beltrão segue dizendo o que pensa, mas, para lembrar de outro exemplo, Anderson França, colunista polêmico que escrevia no site, durou menos de um ano no jornal. Qual é a regra?

Adoraria saber a regra. Lima poderia ter perguntado para os responsáveis pela escolha dos colunistas, mas talvez tenha evitado porque a resposta provavelmente seria vaga e desinteressante.

(Não resisto: Helio Beltrão pensa?)

De modo legítimo, a Folha busca audiência. Com os seus mais de mil comentários no site (um texto popular costuma ter entre cem e 300 comentários), a coluna a entrega. Mas briga entre famosos também dá cliques, sem que o saldo em termos de credibilidade seja significativo para o jornal.

O que ela quis dizer com “saldo [significativo] em termos de credibilidade”? Essa parte ficou ambígua. De qualquer maneira, para mim, noticiar briga irrelevante entre famosos diminui, sim, a credibilidade do veículo – mais do que qualquer texto ruim de Hélio Schwartsman.

Um outro aspecto é que a coluna aproxima as páginas do jornal do vale-tudo das redes sociais, universo em relação ao qual a Folha e toda a imprensa buscam se diferenciar.

Concordo. Quando a Folha deu espaço a Kim Kataguiri, no já longínquo 2016, escrevi:

Talvez leitores menos qualificados, que se “informam” loucamente pelo Facebook (onde também vociferam suas opiniões), tenham gostado da decisão da Folha. Faz sentido. A contratação de Kataguiri como colunista é um claro exemplo da contaminação do jornalismo pelas redes sociais. O “textão de Facebook” ganhou espaço como coluna de jornal.

[…]

Não sei bem quem ganha com essa baixaria toda. Mas certamente o jornalismo perde.


Tok&Stok perde tempo e dinheiro com lógica burra

Nesta semana a Tok&Stok deu uma incrível lição de como perder tempo e dinheiro. E de como não tratar um cliente.

Comprei dois armários pelo site no começo do mês. Preço promocional, dizia a loja. Eles foram entregues em 13/6. No dia seguinte, uma surpresa: os móveis ficaram ainda mais baratos – uma diferença de cerca de 20% em relação ao “preço promocional” que eu pagara.

Senti-me enganado, lógico. Escrevi uma reclamação e, nela, incluí duas possíveis soluções:

  1. Fico com os produtos que foram instalados, e a Tok&Stok me devolve o valor da diferença entre o preço antigo e o preço novo.

  2. Devolvo os produtos que foram instalados e faço um novo pedido, igual ao primeiro, mas com o preço novo.

A opção 1 era obviamente melhor tanto para mim quanto para a loja. É uma solução um tanto razoável – já passei por casos semelhantes com outras lojas e consegui a devolução da diferença sem problemas.

Na opção 2, a Tok&Stok precisaria ir até a minha residência retirar os armários já entregues, montados e instalados e, ainda, entregar novas unidades dos mesmos produtos.

E… Por mais surreal que possa parecer, a Tok&Stok escolheu a opção 2. É bizarro. Uma lógica extremamente burra. Ou simples falta de lógica.

A explicação é tão estúpida quanto a decisão: a loja não podia me devolver o valor da diferença porque eu havia comprado os armários com preço promocional. O fato de, um dia depois da entrega, o tal preço promocional ter caído 20% não fazia a mínima diferença. Eu pagara um preço promocional e, por isso, não havia como devolver parte do valor!

Para piorar, o atendimento da Tok&Stok foi extremamente frustrante, muito lento e ineficiente. Enviei a reclamação por e-mail, WhatsApp e Facebook diversas vezes, durante dias. Fui ignorado. Só consegui uma resposta pelo telefone, em uma ligação que durou exatamente uma hora, no último momento possível – era o último dia que eu tinha para pedir a devolução dos produtos, e a chamada encerrou-se às 17h59 (o atendimento funciona até as 18h). Rezei como nunca para que a ligação não caísse.

Uma decisão burra, que vai gastar tempo e dinheiro da empresa. Um atendimento inaceitável, digno de operadora de telefone e TV a cabo.

Parabéns à Tok&Stok.