Daniel Gilbert: Paternidade e felicidade

Daniel Gilbert é uma dessas grandes celebridades acadêmicas com milhões de leitores e espectadores. Professor de psicologia em Harvard, já lançou best-seller, publicou artigos na imprensa, apresentou programa de TV e fez palestras em conferências da TED.

Em 2006, por ocasião do Dia dos Pais (comemorado em junho nos EUA e em outros países), escreveu para a Time o artigo “Does Fatherhood Make You Happy?”, um dos meus textos favoritos sobre paternidade. Resolvi traduzi-lo.

Clique aqui para ler o texto.

Feliz Dia dos Pais!

Jordan Peterson: ‘Ideologues love vagueness’

Jordan Peterson, on Quora:

Ideologues love vagueness, but specificity is their enemy, because their low-resolution theories cannot deal with differentiated facts. One such example is the standard radical left claim, often implicit, that all differences in power that can be observed between any groups of people spring from injustice. You can make such a claim axiomatic, by defining injustice as that which produces differences in power between groups of people. You can extend it to include all differences in power between individuals as well. The advantage so such a claim are twofold. First, you have a convenient answer to a very large set of very complex questions, so you don’t have to study, and research and think. Second, you can claim the moral high-ground, as someone who “opposes discrimination.” It’s a pretty pathetic game, intellectually and morally, and has spawned some seriously virulent and murderous thoughts and actions. You have to go after such dough-like overgeneralization with very sharp knives.

I agree. Unfortunately, many ideologues have a wide appeal.

Melhores colunas de análise e opinião do Brasil

Publiquei hoje (6/4) a seleção Nota Bene de melhores colunas de análise e opinião do Brasil.

A seleção Nota Bene de melhores colunas de análise e opinião do Brasil é completamente subjetiva – resultado dos meus critérios de qualidade e preferências de leitura. A maioria delas aborda economia e política, mas há também nomes de esporte, educação e saúde, entre outros temas.

Faltam colunas de livros, música e cinema. Não é que eu ignore esses temas; é só que não tenho muito interesse em ler colunas sobre eles. Primeiro, por uma questão de prioridade – o tempo é escasso e prefiro dedicá-lo a outras coisas. Segundo, porque o meu consumo de tais produtos é concentrado em obras antigas – e a mídia, compreensivelmente, dá muito mais espaço ao que é novidade. Terceiro, porque simplesmente não conheço bons colunistas nessas áreas. Talvez eles existam – fique à vontade para me enviar sugestões.

A seleção inclui não apenas colunas em seu formato tradicional, mas também blogs. Um articulista que escreve coluna e blog não necessariamente terá os dois incluídos na lista – Juca Kfouri e Mauricio Stycer, por exemplo, aparecem apenas com as suas colunas.

Deixei as traduções em uma seção separada porque são textos originalmente publicados em veículos estrangeiros, como New York Times e Financial Times. Na verdade, ainda não sei se vou mantê-las na lista.

Alguns dos critérios de qualidade são honestidade intelectual, conhecimento, constância e texto. Não basta ser inteligente – um bom colunista deve transmitir as suas ideias de uma maneira clara para o leitor, e isso é mais difícil do que parece.

Colunas de reportagem – como Mônica Bergamo, Ancelmo Gois e o “Painel” da Folha – não foram consideradas.

A seleção está em constante atualização. Críticas e sugestões podem ser enviadas por e-mail.

Clique aqui para conferir a lista.

Novo aplicativo da ‘Folha’: não dá para ler

O novo site da Folha, apesar de tantos problemas, é melhor do que a sua versão anterior. O mesmo não se pode dizer do aplicativo da edição impressa.

O jornal trocou de desenvolvedora, e a responsável pelo novo app é uma empresa chamada Maven. Por enquanto, as consequências dessa mudança são desastrosas. Basta ler os comentários no site da Folha e na App Store. É praticamente uma unanimidade – algo que, neste ambiente tão polarizado de hoje, é difícil de conseguir. Parabéns, Folha.

O pior problema chega a ser absurdo de tão ridículo: a baixa definição das páginas do jornal. Como é possível um app dedicado à leitura oferecer uma legibilidade tão baixa?

Para ter uma noção melhor do problema, veja estas capturas feitas com o iPad: Folha, Estadão.

Não, você não está com a vista ruim – a página da Folha realmente está toda embaçada! Note como o app do Estadão exibe caracteres nítidos, bem definidos. (É possível ver também que o aplicativo da Folha não oculta a barra de status do iOS na visualização em tela cheia, mas esse é um problema menor.)

No app da Folha, o texto é exibido em formato de imagem, e isso não deveria ocorrer, pois afeta diretamente a sua legibilidade. O texto deveria ser exibido como texto de fato, ou seja, como se os caracteres fossem vetores, o que permitiria que fossem ampliados ou reduzidos sem perda de nitidez.

É impressionante que um erro tão básico tenha passado batido pelo controle de qualidade da Maven e da Folha. Bem, talvez elas não o considerem um erro. Talvez até achem que não se trata de um problema! Afinal, o novo app foi lançado há semanas e recebeu uma atualização anteontem (13/3). E o problema continua lá.

Não é apenas o texto. As fotos também são exibidas com uma definição sofrível. Novamente, o app do Estadão vence de goleada.

É irônico a Folha se gabar da tipografia e das fotos do novo site e se descuidar tanto desses itens no aplicativo do jornal impresso.

As reclamações ocorrem desde o dia em que a nova versão foi lançada, e até agora nada parece ter sido feito. É revoltante porque já se passaram semanas – e cada dia que passa sem melhoras é um dia a mais de edição impressa com legibilidade horrível e outros problemas; ou, em outras palavras, um dia a mais sem edição impressa.

Isso no app de uma marca que é tradicionalmente um jornal impresso. Isso num app que é destinado exclusivamente a assinantes. São exatamente os leitores que pagam para ler a Folha os maiores prejudicados com esse descaso absurdo do jornal.

Um aplicativo tão porcamente produzido como o da Folha diminui muito o incentivo a pagar por uma assinatura do jornal, até porque é fácil demais burlar o paywall do site.

Parece-me óbvio que contratar a Maven para desenvolver o novo app da Folha foi um tremendo erro. Se o problema não tiver solução, o melhor que o jornal poderia fazer seria reconhecer esse erro e trocar de desenvolvedora.

A Folha precisa adotar em suas plataformas digitais o mesmo rigor técnico aplicado na versão impressa. Ela dificilmente colocaria nas bancas um jornal com tantos defeitos como os presentes no aplicativo (e no site).

Se há algo que a Folha faz bem, quando comparada aos concorrentes, é um jornal impresso. Por que não ter a ambição de alcançar no digital a mesma excelência que ela conseguiu no papel? Do jeito que as coisas andam, o jornal continuará a ser apenas mais uma entre tantas alternativas de jornalismo online – e longe de ser a melhor (nos aspectos técnicos da mídia digital). Quanto mais ela demora para melhorar, mais longe ela fica do topo.

Novo site da ‘Folha’

Na semana passada a Folha estreou um novo site. Eis minhas primeiras impressões.

Prós

  • Melhora geral. Isso é o mais importante – o site, no geral, melhorou em relação à versão anterior.

  • Espaço em branco. O site “respira” melhor com o novo design, principalmente quando visualizado em desktop.

  • Acessibilidade. Louvável a preocupação do jornal com acessibilidade.

  • Fim do azul-bebê. A cor utilizada pelo jornal nos últimos anos não passava um ar de seriedade, e eu nunca vi uma justificativa razoável para a sua escolha. Cheguei a ouvir algo como “é a cor da moda, a cor do Twitter”. (Bom, se o objetivo é “estar na moda”, o novo azul da Folha está mais próximo do usado pelo Facebook – e também dos tons adotados por veículos como o Estadão, O Globo e El País. Não sei se isso é algo positivo, porém.)

  • Fim dos créditos excessivamente detalhados. Na edição impressa (que deve mudar em breve), a Folha ainda coloca, sob o nome do autor da matéria, descrições como “De Brasília”, “Enviado especial a Madri”, “Colaboração para a Folha”, “Especial para a Folha” etc. Acho que esses detalhes pouco interessam ao leitor comum – e, se fossem realmente importantes, deveriam ser explicados a ele. Qual é a diferença entre “Enviado especial a Paris”, “De Paris” e “Em Paris”? (Acredite, há diferença entre os dois últimos e, posso apostar, boa parte dos jornalistas da própria Folha não sabe explicá-la.) Como a Folha diferencia a “colaboração” do “especial”? Para piorar, há falta de paralelismo entre os termos. Por exemplo, “Enviado especial a Londres” indica que o repórter foi enviado a Londres; “Colaboração para a Folha” indica que a matéria foi feita em regime de colaboração (freelance, para ser mais específico). Na primeira, o termo refere-se ao repórter; na segunda, ao trabalho dele.

Contras

  • Erros. O site estreou cheio de falhas, com links quebrados, caracteres errados e outras falhas e imperfeições. Pareceu um lançamento precipitado e despreparado, com um deadline que chegou antes de o trabalho estar finalizado. “Vamos lançar o novo site no dia 1º de fevereiro, esteja pronto ou não!” Alguns erros ainda persistem.

  • Publicidade. Alguns anúncios são bizarros. A home exibe um banner gigantesco no desktop e um pop-up horrível no celular. Mas o maior absurdo são os anúncios da Outbrain, que aparecem colados às notícias recomendadas – e com um visual muito semelhante ao delas. Além de enganar o leitor mais desatento, eles têm chamadas sensacionalistas, com títulos caça-cliques pra lá de sacanas (“iPhone vendido por R$ 280”, “Bancos no Brasil estão preocupados que a Bitcoin oferece uma melhor forma de investimento”). E o destino dos links, claro, são páginas sem credibilidade alguma. É um contrassenso a Folha usar esse tipo de anúncio numa era em que tanto se fala sobre fake news. De alguma maneira, ela está ajudando sites que desinformam e merecem sumir do mapa.

  • Acessibilidade. Falta cuidado com detalhes. Se eu seleciono a versão escura (fundo cinza) na home e, depois, clico em uma notícia, a pagina desta é carregada na versão clara. E na versão escura, é impossível ler os títulos das notícias recomendadas.

  • Tipografia (fonte). A “tipografia […] tratada para usos em diferentes telas” funciona bem em celulares e tablets, que geralmente têm telas com alta densidade de pixels, mas deixa um pouco a desejar em monitores comuns, que têm baixa densidade e são os mais usados em computadores desktop. Vejam nesta imagem a comparação de duas capturas de tela realizadas em um monitor de 24 polegadas com resolução de 1920 × 1200 pixels 1. À esquerda, o texto com a fonte FolhaTexto; à direita, com Georgia 2. Ao menos para mim, a legibilidade do texto com Georgia é superior, principalmente devido ao contraste. O til na versão com FolhaTexto fica distorcido a ponto de parecer um macro.

  • Tipografia (outros). A Folha poderia aproveitar a reforma no site e aplicar nele o mesmo cuidado tipográfico da edição impressa em elementos como travessão e aspas. O primeiro deve ser exibido como travessão de fato, não como um, dois ou três hifens (ou qualquer outro sinal). As aspas devem ser curvas (“como estas”), não retas ("como estas") 3.

  • Padrão. Parece faltar consistência visual na exibição de algumas páginas. Vejam este exemplo. São oito cabeçalhos de colunas no site. Todas são colunas de análise e opinião, ou seja, em tese deveriam apresentar um padrão semelhante. Mas não é o que ocorre. Os três primeiros têm título com fonte FolhaII; os outros aparecem com fonte FolhaTexto. Há colunas com linha fina e chapéu, com linha fina e sem chapéu, sem linha fina e com chapéu e sem linha fina nem chapéu. O chapéu pode ter uma só palavra ou mais. E as palavras podem ou não incluir links para tags. Combinações para todos os gostos! É uma zona tão grande que há diferenças entre textos do mesmo autor (Clóvis Rossi) e até na cor do nome do colunista (Reinaldo Azevedo é o único em cinza). Também seria bom atenção na edição para evitar viúvas como esta.

  • Fotos. Parece ter faltado às fotos a atenção que o jornal deu à tipografia. Muitas imagens são exibidas com baixa resolução ou muitos artefatos de compressão – uma falta de consideração não apenas com o leitor, mas com o trabalho dos fotógrafos. O problema ocorre inclusive em galerias (que obviamente deveriam exibir as fotos da melhor maneira possível) e é mais grave em telas com alta densidade de pixels.

  • Tablets. O layout das páginas no iPad parece ter sido meio negligenciado, principalmente quando o tablet é usado na posição retrato (vertical). Como a tela do tablet é maior que a do celular e menor que a do computador, a solução da Folha foi, aparentemente, misturar características dos layouts destinados a estes dois. O resultado é inconsistente. O problema, pelo que vejo, ocorre basicamente na visualização de elementos que foram desenhados para celular. O logotipo do jornal e os banners de publicidade, por exemplo, aparecem espremidos, com tamanho ideal para celular (bem, no caso dos anúncios, isso pode até ser considerado um ponto positivo para o leitor, mas o layout fica estranho). Algumas chamadas para notícias são esticadas de maneira a ocupar toda a largura da tela, como ocorre no celular – mas, no tablet, elas ficam grandes demais e com fotos horríveis (com resolução muito baixa para o tamanho em que são exibidas).

  • Comentários. O nível dos comentários era e continuará a ser baixo, isso não tem jeito. Mas o design pode melhorar. Ao clicar no botão “Todos os comentários”, somos levados a uma página não responsiva, com legibilidade terrível no celular (bem, mesmo no desktop ela nunca foi boa, com linhas muito compridas). Outro problema que ocorre no celular é aquele botãozinho cinza com ícone de balão, abaixo do título da matéria e ao lado do botão de WhatsApp. Ele deveria levar o leitor à seção de comentários. Ao clicar nele, porém, os comentários não aparecem porque estão escondidos sob o “Continue lendo”.

  • Busca. O sistema de pesquisa do site apresenta pelo menos dois problemas. O primeiro é a busca de palavras com acento. Ao acessar a home, clicar na lupa e digitar “previdência”, o resultado é este (link). Nessa página de resultados, substituir “previdência” por “previdência” dá certo – o resultado é este (link). O segundo problema é que, ao fazer a busca no celular, a página de resultados é exibida na antiga versão para desktop, não na mobile.

  • Antigo site para dispositivos móveis. As páginas de comentários e resultados de busca têm um problema em comum: ambas são exibidas na antiga versão para desktop, mesmo quando acessadas pelo celular. É necessário melhorar a integração entre o site novo (responsivo) e o antigo (com versões separadas para desktop e mobile). Ao navegar pelo site novo e clicar em um link com destino ao site antigo, somos levados à versão desktop da página, mesmo quando o acesso é feito pelo celular. Em outras palavras, o velho site mobile foi jogado para escanteio. Posso dar outros exemplos além dos acima (comentários e busca). Ao acessar a página da edição impressa e selecionar uma data anterior a 1/2/2018, somos sempre levados à versão desktop, nunca à mobile. O mesmo ocorre quando acessamos a página de um colunista e selecionamos um artigo.

  • Página de opinião. Nela, a maioria das chamadas tem apenas o chapéu “Opinião” e o título do texto. O ideal seria ver também o nome do autor do artigo (talvez no próprio chapéu).

  • HTTPS. O acesso ao site ainda não é feito com HTTPS. Demorou, Folha.

Apesar de o volume de texto dos contras ser maior que o dos prós, ressalto que, de uma maneira geral, gostei da atualização do site. Boa parte dos problemas que menciono nos contras já existia desde antes da reforma – ou seja, não apareceram com a nova versão (mas não foram corrigidos nela).


  1. Densidade de 94 PPI (pixels por polegada). O MacBook Pro de 13 polegadas tem 227 PPI. O iPhone X tem 463 PPI; o iPhone 8, 326 PPI; o Galaxy S8, 568 PPI. (Fonte: DPI Calculator / PPI Calculator.) 
  2. A fonte Georgia foi desenhada em 1993 por Matthew Carter especialmente para o uso em telas de baixa resolução. 
  3. Robert Bringhurst, em The Elements of Typographic Style, sobre as “dumb quotes” (“aspas falsas”, na edição brasileira): “These are refugees from the typewriter keyboard. […] They have no typographic function.” 

Ha-Joon Chang sobre o Brasil

Ha-Joon Chang, economista da Universidade de Cambridge, deu entrevista a El País. Alguns comentários:

Hoje, quando olhamos para os países ricos, em sua maioria, eles praticam o livre comércio. Por isso, é comum pensarmos que foi com esta receita que eles se desenvolveram. Mas, na realidade, eles se tornaram ricos usando o protecionismo e as empresas estatais. Foi só quando eles enriqueceram é que adotaram o livre comércio para si e também como uma imposição a outros Estados. […]

O que é incrível é que essa política [de austeridade] vem sendo usada várias vezes, como no Brasil nas décadas de 1980 e 1990, e nunca funcionou. Albert Einstein falava que a definição de loucura é fazer a mesma coisa várias vezes e esperar resultados diferentes.

O discurso de Chang dá a entender que o Brasil tenta enriquecer com políticas de livre comércio e austeridade – e esse seria o caminho errado. Mas o que o Brasil tenta fazer há décadas é justamente crescer “usando o protecionismo e as empresas estatais”. Sem austeridade. E não deu certo.

A citação a Einstein é muito irônica. O que o Brasil fez várias vezes, esperando resultados diferentes? Protecionismo. (E não há confirmação de que Einstein tenha dito tal frase.)

Ao contrário de outros países em desenvolvido [sic], o Brasil tem a habilidade de fazer as coisas acontecerem por meio da intervenção governamental. A Embraer, por exemplo, é uma empresa de economia mista. […]

A Embraer não é uma empresa de economia mista. (Talvez isso tenha sido um erro de tradução. Ou não.) E cresceu de fato apenas após ser privatizada.

O Governo de Dilma canalizou vários subsídios em alguns setores em particular. Mas isso só foi necessário por conta da política de alta taxa de juros, uma vez que as companhias brasileiras não conseguem competir no mercado global de outra forma. Não sei todos os detalhes. Mas sei que houve erros, corrupção. As metas governamentais também foram determinadas de forma equivocada… sempre privilegiando a estabilidade macroeconômica. Já o declínio da indústria não foi considerado um problema. Focou em ações como Bolsa Família, mas sem prestar atenção em dar um upgrade na economia. […]

Avaliação pra lá de estranha e confusa sobre o governo Dilma. De qualquer maneira, vale lembrar o que disse Chang em 2013:

O rumo da política econômica brasileira está no caminho certo e é normal que a combinação de juros mais baixos e câmbio mais desvalorizado leve algum tempo para produzir um ritmo de crescimento mais forte, disseram ontem o professor sul-coreano Ha-Joon Chang, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e o ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. Para os dois economistas desenvolvimentistas, os juros e o câmbio estão hoje num nível mais favorável à indústria manufatureira, um segmento que os dois veem como fundamental para o desenvolvimento do país. […]

O professor de Cambridge também vê com bons olhos as medidas adotadas pelo governo Dilma Rousseff para estimular a indústria.

‘Journal of Political Economy’, 125

Founded in 1892, the prestigious Journal of Political Economy, published by the University of Chicago Press, turned 125 in 2017. The latest edition of the year includes a collection of commemorative essays entitled “The Past, Present and Future of Economics: A Celebration of the 125-Year Anniversary of the JPE and Chicago Economics”.

The introduction was written by John List, chairperson of the department of economics at the University of Chicago, and Harald Uhlig, head editor of the JPE.

We invited our senior colleagues at the department and several at Booth to contribute to this collection of essays. We asked them to contribute around 5 pages of final printed pages plus references, providing their own and possibly unique perspective on the various fields that we cover.

There was not much in terms of instructions. On purpose, this special section is intended as a kaleidoscope, as a colorful assembly of views and perspectives, with the authors each bringing their own perspective and personality to bear. Each was given a topic according to his or her specialty as a starting point, though quite a few chose to deviate from that, and that was welcome. […]

We asked that their contribution be about what the field has accomplished or about where the field might or should be going in the future. It is probably the nature of the beast that all chose a largely backward-looking perspective, providing an overview of how the field has developed over time and how the JPE helped this process along by publishing some of the key ideas and key contributions. But hop on board and start reading!

Lars Peter Hansen, Eugene Fama, Richard Thaler, Luigi Zingales, Robert Lucas, James Heckman, and Steven Levitt are some of the authors who chose to collaborate in the special edition. What a great team.

Access to the collection of essays is free.

‘Journal of Political Economy’, 125 anos

Criado em 1892, o prestigioso Journal of Political Economy, publicado pela University of Chicago Press, completou 125 anos em 2017. A última edição do ano inclui uma coleção de ensaios comemorativa, intitulada “The Past, Present, and Future of Economics: A Celebration of the 125-Year Anniversary of the JPE and of Chicago Economics”.

A introdução é de John List, chairperson do departamento de economia da Universidade de Chicago, e Harald Uhlig, head editor do JPE.

We invited our senior colleagues at the department and several at Booth to contribute to this collection of essays. We asked them to contribute around 5 pages of final printed pages plus references, providing their own and possibly unique perspective on the various fields that we cover.

There was not much in terms of instructions. On purpose, this special section is intended as a kaleidoscope, as a colorful assembly of views and perspectives, with the authors each bringing their own perspective and personality to bear. Each was given a topic according to his or her specialty as a starting point, though quite a few chose to deviate from that, and that was welcome. […]

We asked that their contribution be about what the field has accomplished or about where the field might or should be going in the future. It is probably the nature of the beast that all chose a largely backward-looking perspective, providing an overview of how the field has developed over time and how the JPE helped this process along by publishing some of the key ideas and key contributions. But hop on board and start reading!

Lars Peter Hansen, Eugene Fama, Richard Thaler, Luigi Zingales, Robert Lucas, James Heckman e Steven Levitt são alguns dos autores que toparam participar da edição especial. Um timaço.

O acesso à coleção de ensaios é gratuito.

Tyler Cowen on ‘Bloomberg View’

Interesting post by Tyler Cowen on Bloomberg View:

One of the most striking features of BV, from my personal point of view, is how many of the writers I was actively reading and following before they started with BV. […]

One day I woke up and realized these people write for Bloomberg View, or that people like them were going to, and then it occurred to me that maybe I should too. And there are still Bloomberg View writers I haven’t really discovered yet. (By the way, one reason all these people are so good is because of the consistently excellent editors.)

What is the common element behind all of these writers? I would say that Bloomberg View tends to hire reading-loving, eclectic polymaths, with both academic knowledge and real world experience, and whose views cannot always be predicted from their other, previous writings.

Over the last year, I think I would nominate Ross Douthat as The Best Columnist. But overall I think Bloomberg View has assembled the most talented and diverse group of opinion contributors out there, bar none.

On top of all that, BV is perhaps the least gated major opinion website.

The list of columnists for Bloomberg View is really admirable. It may be even possible to say that, within a certain scope, Bloomberg View alone is better than all of Brazil (i.e., considering all its news publications) when it comes to opinion writers.

Tyler Cowen sobre a ‘Bloomberg View’

Post interessante de Tyler Cowen sobre a Bloomberg View:

One of the most striking features of BV, from my personal point of view, is how many of the writers I was actively reading and following before they started with BV. […]

One day I woke up and realized these people write for Bloomberg View, or that people like them were going to, and then it occurred to me that maybe I should too. And there are still Bloomberg View writers I haven’t really discovered yet. (By the way, one reason all these people are so good is because of the consistently excellent editors.)

What is the common element behind all of these writers? I would say that Bloomberg View tends to hire reading-loving, eclectic polymaths, with both academic knowledge and real world experience, and whose views cannot always be predicted from their other, previous writings.

Over the last year, I think I would nominate Ross Douthat as The Best Columnist. But overall I think Bloomberg View has assembled the most talented and diverse group of opinion contributors out there, bar none.

On top of all that, BV is perhaps the least gated major opinion website.

A lista de colunistas da Bloomberg View é realmente admirável. Talvez seja até possível dizer que, dentro de um certo escopo, a Bloomberg View sozinha é melhor do que o Brasil inteiro (todos os veículos somados) em matéria de opinião.