Republicans, Democrats and ‘the true underlying political economy of deficits’

Kenneth Rogoff:

It is a post-financial-crisis myth that austerity-minded conservative governments always favor fiscal prudence, while redistribution-oriented progressives view large deficits as the world’s biggest free lunch. This simplistic perspective, while perhaps containing a grain of truth, badly misses the true underlying political economy of deficits.

The fact is that whenever one party has firm control of government, it has a powerful incentive to borrow to finance its priorities, knowing that it won’t necessarily be the one to foot the bill. So expect US President-elect Donald Trump’s administration, conservative or not, to make aggressive use of budget deficits to fund its priorities for taxes and spending.

The most accurate framework for thinking about government budget deficits in democracies was proposed in the late 1980s by the Italian scholars Alberto Alesina and Guido Tabellini, more or less simultaneously with two Swedes, Torsten Persson and Lars Svensson. While their approaches differ slightly in detail, the basic idea is the same: You give money to your friends while you can. If there is less money to go around later, when the opposition party gets its turn in power, well, that’s just too bad.

One only has to recall recent US economic history to confirm the insight of the Italian/Swedish model – and to see the absurdity of claims that Republicans always aim to balance the budget while Democrats always try to spend beyond the country’s means.

Prison massacres in Brazil

Great analysis by Benjamin Lessing on the Monkey Cage:

Brazil’s prison gangs wield immense power on the streets, and driving the violence is a dynamic of competitive expansion. After dominating and transforming the criminal underworlds of their respective home states in the 1990s, the PCC and the CV are now colonizing prisons, urban peripheries and trafficking corridors throughout the country. The scramble for Brazil’s criminal markets is on.


Street criminals can have many reasons to obey prison-gang rules. The most important is probably the one a Rio trafficker gave me: “Whatever you do on the outside, you have to answer for on the inside.” Moreover, the likelier you are to go to prison, the stronger your incentives to stay friendly with the gang that runs the place. This means that higher incarceration rates and anti-gang crackdowns can actually increase prison gangs’ influence over street-level actors (as I argue in this Monkey Cage post and a forthcoming paper).

This influence, David Skarbek shows, allows prison gangs in Southern California to govern otherwise unruly and violent urban drug markets, increasing overall profits and taxing the surplus. Indeed, from Los Angeles to Rio, prison gangs’ projection of power has transformed retail drug markets. These are usually fragmented, because it is difficult for one organization to control much turf. Mass incarceration solves this elegantly, arresting street criminals and physically confining them where prison gangs can easily reward obedience and punish defection.


The CV originally spread when officials unwisely dispersed its leaders among Rio’s prisons. PCC leaders have also been transferred to or arrested in other states, where they invariably founded local chapters. Conversely, some local copycat prison gangs were founded by inmates who spent time in PCC-controlled prisons in São Paulo.

It is probably better than most articles published about the massacres in Brazilian media. (I say “probably” because I admit I have not been following the coverage thoroughly.)

‘Burke was right’

Larry Summers, about Davos:

Edmund Burke famously cautioned that “the only thing necessary for the triumph of evil is for good men to do nothing.” I have been reminded of Burke’s words as I have observed the behavior of US business leaders in Davos over the last few days. They know better but in their public rhetoric they have embraced and enabled our new President and his policies.

Mansueto Almeida esclarece a PEC 241

No Valor:

Assim, dado que a PEC 241 estabelece regras apenas para a despesa primária do governo central, 77% da verba pública gasta com educação no Brasil continua com as mesmas regras atuais e não serão atingidas por essa nova regra, pois não são despesas primárias do governo central. Mas mesmo na parcela do gasto federal de R$ 85 bilhões, não há teto para crescimento, mas sim um piso de 18% da receita de impostos líquida de transferências, em 2017, que passará a ser corrigida pela inflação do ano anterior a partir de 2018. Nada impede, no entanto, que o orçamento do governo federal para educação cresça acima da inflação. Essa decisão ocorrerá, como em outros países do mundo, no debate anual do orçamento.

Quarto, a PEC 241 aumentou recursos para saúde pública. A Emenda Constitucional 86/2015 estabelece que o governo federal deverá gastar 13,2% da sua receita corrente líquida (R$ 93,2 bilhões) em saúde este ano e 13,7% (R$ 103,9 bilhões) no próximo. Essa vinculação cresceria aos poucos para 15% da receita corrente líquida, em 2020. No entanto, a PEC 241 antecipa essa vinculação maior já para 2017 e o novo piso da saúde do governo federal passará a ser R$ 113,7 bilhões, quase R$ 10 bilhões a mais do que seria pela legislação atual. A partir de 2018, esse piso passará a ser corrigido pela inflação do ano anterior, mas em cima de uma base que cresceu cerca de R$ 10 bilhões.

Como no caso da educação, a regra para a saúde é um piso. Nada impede que o orçamento de 2018 em diante cresça acima da inflação, desde que outras despesas sejam controladas. Ao contrário da percepção de muitos, os gastos com saúde pela regra constitucional desde 2000 não estavam necessariamente protegidos.

De 2000 a 2015, o mínimo constitucional de saúde crescia de acordo com o crescimento do PIB nominal. Mas essa regra se baseava no “valor empenhado”, o que não garantia que o orçamento autorizado fosse de fato transformado em ações e serviços públicos de saúde no ano. Essa prática de atrasar o orçamento foi recorrente desde 2011 devido à insuficiência de caixa do Tesouro, apesar do forte crescimento real da despesa primária, gerando o acúmulo sucessivo de “restos a pagar”.

De 2011 a 2014, por exemplo, cerca de R$ 8 bilhões do piso mínimo da saúde deixaram de ser executados a cada ano e, mesmo com a queda do mínimo constitucional da saúde com a Emenda Constitucional 86/2015, este ano começou com R$ 15 bilhões de orçamento atrasados de anos anteriores. Com a PEC 241, a tendência é que esses atrasos não mais aconteçam, pois a programação orçamentária, despesa autorizada no orçamento, será muito próxima das autorizações para pagamentos.

Japan and the ‘Galapagos syndrome’

In the Japan Times, William Pesek asks: “Can Spotify crack CD-loving Japan?

The compact disc is still king for Japan’s 127 million people. Tower Records locations still thrive in cities around the nation, presenting quite a paradox. Japanese consumers proudly count themselves among the perennial early adopters of new technologies like robots, and yet cling to mediums going the way of the eight-track tape and mini disc (even fax machines are still wildly popular). As the CD goes virtually extinct and digital downloads thrive everywhere else, they account for about 80 percent of Japanese sales.

This uniqueness is a microcosm of challenges facing the economy. Like many outside disrupters — including Uber and Airbnb — Japan’s protectionist business climate is an incredibly tough nut to crack. Such advancements are greeted with great suspicion in a market prone to the “Galapagos syndrome.” The advent of Netflix and Hulu, for example, barely dented the video-rental market as chains like Tsutaya thrive. Japan has barely been touched by budget airlines, never mind the apps economy shaking up the West. Spotify can provide an earful on that after years of painstaking licensing negotiations.

Artists may have few qualms, of course. Taylor Swift and her ilk can give you earfuls about streaming slashing royalties. Japan’s homegrown pop idols, which massively outsell Western acts, in theory are pulling in comparatively more cash. David Bowie saw this coming as far back at the mid-1990s, warning that the internet would impede artists’ ability to monetize the music and recalibrated accordingly.

Who knows? Japanese people may be willing to pay for a Spotify (or Line Music, or Apple Music) subscription while still buying CDs.

O custo das meias-entradas no Brasil

Marcos Lisboa e Samuel Pessôa, na Folha:

A crise decorre da impressionante sensibilidade do setor público no Brasil aos grupos de interesse e da distribuição de privilégios e incentivos a setores selecionados. O custo desses benefícios é disseminado por toda a sociedade, prejudicando a produtividade e o crescimento econômico. Sobretudo, esse custo é pago pela maioria invisível, a que não escreve nos jornais, não frequenta as universidades públicas, não recebe crédito subsidiado, não se beneficia de medidas de proteção setorial e não se aposenta como funcionário público.


A lista [de meias-entradas] é longa. A maioria dos indivíduos de nossa sociedade se beneficia de alguma meia-entrada. Todos, porém, pagam a conta dos privilégios e benefícios concedidos aos grupos selecionados. O resultado é a imensa complexidade institucional, resultado das múltiplas regras para garantir o tratamento diferenciado aos grupos selecionados.

Essa complexidade e suas diversas distorções geram custos difusos para toda a sociedade, o custo Brasil, nome genérico para a dificuldade adicional de produzir e trabalhar no país. O custo que torna todos nós mais pobres. Infelizmente, as famílias sem representação organizada, em geral as mais pobres, sofrem ainda mais os custos de um país excessivamente sensível aos grupos de interesse.

É um bom complemento ao artigo sobre problemas estruturais que os dois mais Mansueto Almeida escreveram no ano passado.

As “meias-entradas” também foram bem abordadas por Marcos Mendes em dois textos no Estadão. O primeiro, publicado em setembro, termina assim:

Nenhum dos personagens acima citados tem comportamento ilegal. Eles jogam o jogo de acordo com as regras que estão postas. O erro está nas regras. Mudá-las requer superar as dificuldades das decisões coletivas. Não mudá-las implica continuar com talentos profissionais e dinheiro público mal alocados, empregos improdutivos, potenciais inexplorados, gasto público excessivo, oportunidades perdidas, incentivos errados. Uma fábula de improdutividade.

E o segundo, escrito com Bernard Appy e publicado em janeiro, assim:

Há muito que reformar nos programas públicos para torná-los mais justos, eficientes e baratos. É um erro deixar de fazê-lo por temer prejudicar os mais pobres. Os beneficiários de cada um dos programas tortos aproveitam-se dessa falácia para bloquear o desmonte de seus privilégios. A função primordial do Estado brasileiro não tem sido prestar serviços públicos ou socorrer os mais pobres, mas garantir benefícios obtidos por alguns grupos a expensas do resto da sociedade e das gerações futuras. Ganha quem tem o lobby mais organizado. Isso trava o crescimento da economia e prejudica a todos. Apenas umas gotas desse oceano de benefícios respingam para os mais pobres. E estes ainda pagam parte da conta sob a forma de inflação e impostos altos, baixa criação de empregos e juros elevados.

A alternativa às reformas é a estagnação econômica e a consolidação da desigualdade extrema que sempre caracterizou o Brasil.

Destaco esses trechos porque eles resumem os argumentos, mas talvez o melhor seja os exemplos usados para ilustrar os problemas — eles deixam os textos bastante didáticos.

O preço da pluralidade

Paula Cesarino Costa, nova ombudsman da Folha, em texto sobre a “cultura do estupro”:

O colunista Reinaldo Azevedo preferiu contornar o fato objetivo para apontar o “estupro como estandarte” ideológico. A pluralidade do jornal, por vezes, cobra seu preço.

Ah, essa maldita pluralidade

Leão Serva: ‘Méritos das ciclovias superam defeitos’

Em texto curto na revista Sãopaulo, da Folha, Leão Serva faz um bom resumo das principais críticas às ciclovias que viraram marca da gestão de Fernando Haddad.

P.S. Nome próprio sem letras maiúsculas não existe no manual deste blog (apesar do seu logotipo).

Samuel Pessôa: ‘As ruas estão erradas’

Na Folha:

As ruas pensam que nossos problemas estruturais se resumem à corrupção, que teria atingido valores extraordinários com o petismo. A troca no Planalto faria aparecer recursos vultosos no caixa do Tesouro, tornando possível uma solução para nossa crise fiscal. Os fatos vindos a público pela Operação Lava Jato somente reforçam esse diagnóstico.

As ruas estão erradas. Nossos problemas estruturais se devem a uma série de benefícios, regimes especiais, isenções e privilégios, com variados graus de legitimidade, que foram adicionados à legislação. O resultado é que o gasto público cresce além do crescimento da economia nos últimos 25 anos.

Pessôa gosta de chamar a atenção para os problemas estruturais do Brasil, e a insistência é elogiável, pois esse discurso merece mesmo receber mais destaque.

Não sei, porém, se ele foi correto ao descrever o pensamento das ruas. Tenho a impressão de que fez uma generalização exagerada — o que não é difícil, dado que milhões foram às manifestações.

Admiro as análises de Pessôa, mas não raro ele cai na tentação de descrever de maneira imprecisa ideias ou pessoas das quais discorda. Lembro-me, por exemplo, de um episódio do GloboNews Painel em que ele se arriscou a expor o que seria o pensamento de Luiz Gonzaga Belluzzo, e este, sentado ao lado, logo o interrompeu, dizendo algo como “não coloque palavras na minha boca”.

Precisamos tomar muito cuidado ao tentar descrever o pensamento alheio. É fácil cometermos injustiças, principalmente quando discordamos da ideia que tentamos apresentar. Até porque é muito comum sermos ignorantes sobre coisas que nos são estranhas ou distantes, e a ignorância inevitavelmente provoca erros.

De qualquer maneira, realmente há muita gritaria contra a corrupção e pouca discussão sobre problemas estruturais, mas isso me parece inevitável. A maneira como esses assuntos são tratados na mídia e o interesse do público por eles infelizmente não deverão mudar.

Mount Stupid

This beautiful SMBC’s chart helps to explain at least three things:

  1. Why I say so much stupid stuff;

  2. Why I write way less than I would like to;

  3. Why opinion journalism in Brazil is so weak.

Mount Stupid, Saturday Morning Breakfast Cereal (SMBC)

Mount Stupid

Este belo gráfico do SMBC ajuda a explicar pelo menos três coisas:

  1. Por que eu falo tanta besteira;

  2. Por que eu escrevo bem menos do que gostaria;

  3. Por que o jornalismo de opinião no Brasil é tão fraco.

Mount Stupid, Saturday Morning Breakfast Cereal (SMBC)

FHC, 1999; Lula, 2016

Jean Galvão, na Folha, no último 13 de março:

Jean Galvão, Folha de S.Paulo, 13/3/2016

Angeli, no mesmo jornal, em 27 de agosto de 1999:

Angeli, Folha de S.Paulo, 27/8/1999

Idiotas que saem da ‘Veja’ para atacar a ‘Veja’

Reinaldo Azevedo, sobre as mudanças na “Veja”:

Caso as coisas terminem aqui, não integrarei a enorme fila dos idiotas que saem da VEJA para atacar a VEJA.

Diogo Mainardi, sobre o mesmo assunto:

Eu, Diogo, considero irônico que o PT tenha assumido o controle da Veja num momento em que tanto o PT quanto a Veja caminham para a extinção.

Lula e o punho cerrado

Igor Gielow, na Folha:

Após o previsível “sacode”, Lula fez o que sabe melhor: envergou a armadura do oprimido por elites e partiu para o ataque, dobrando uma aposta cantada. Com direito a punho cerrado, imagem imortalizada pelos tresloucados comunistas alemães da década de 1920, aqueles cujo radicalismo ajudou a colocar os nazistas ao poder. Ah, e também dos mensaleiros condenados à prisão e afins.

O punho cerrado tem uma longa história e múltiplas interpretações possíveis. O gesto de Lula, portanto, pode ser relacionado a diversos momentos da história, mas Gielow listou apenas um — o qual, segundo ele, teria imortalizado a imagem.

Algumas questões:

1) Por que Gielow citou justamente esse momento da história? Parece até que ele o escolheu a dedo, unicamente a fim de estabelecer uma conexão negativa entre Lula e os “tresloucados comunistas alemães”.

2) Por que Gielow diz que a imagem foi “imortalizada” pelos comunistas alemães? Há algum tipo de consenso entre historiadores a respeito disso, ou é apenas uma conclusão rasa — em outras palavras, chute? O uso do punho cerrado pelo Partido Comunista da Alemanha foi indubitavelmente importante, mas afirmar que foi isso que imortalizou o gesto me parece no mínimo questionável.

As escolhas de Gielow ficam ainda mais estranhas quando consideramos que, em fevereiro de 2014, ele escreveu um texto contando um pouco da história do punho cerrado. Nele, o jornalista reconhecia não ser “fácil precisar historicamente a criação do gesto” e relatava diversos momentos em que a imagem foi utilizada.

Será que Gielow explicitaria essa relação do punho com os comunistas (que não eram apenas comunistas, mas “tresloucados”) — e só com eles — se o tema da coluna fosse Nelson Mandela ou o futebolista Sócrates? Ou seria mais um caso de dois pesos, duas medidas? Não quero comparar Lula a esses dois personagens, apenas lembrar que eles também usavam o gesto.

O bom jornalismo é, em geral, crítico ao poder. Mas é necessário tomar cuidado para que, no afã de ser crítico, não seja injusto ou desnecessariamente maldoso.

Sérgio Dávila sobre a cobertura de mídia e a pluralidade da ‘Folha’

Como parte das comemorações de seu 95º aniversário, a Folha armou uma entrevista do editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila, a duas de suas principais colunistas, Mônica Bergamo e Natuza Nery.

A cobertura de mídia foi um dos assuntos abordados.

Você considera que a mídia seja um poder e que, portanto, deve ser objeto da cobertura jornalística? É possível cobri-la de maneira crítica?

A mídia é um poder e, como tal, deve ser coberta criticamente. O modelo que eu gosto é o americano, em que empresas de comunicação têm uma editoria que cobre a mídia em um sentido amplo. A gente ainda está longe disso, mas, no Brasil, quem mais se aproxima é a Folha, que tem uma cobertura de mídia constante.

Achei bom Dávila elogiar o modelo americano e reconhecer que a Folha está longe dele, mas Mônica (ou Natuza) deveriam ter aproveitado para questioná-lo especificamente sobre a quase inexistente cobertura de mídia impressa. A Folha cobre praticamente apenas a mídia televisiva — Mônica inclusive chega a citar a TV Globo em sua pergunta (no vídeo). Seria bom ver o jornal abordar o impresso de maneira mais frequente, pouco burocrática e sem corporativismo.

Outro trecho que me incomodou foi este:

Há equilíbrio no time de colunistas do jornal? Peço que comente três contratações recentes que geraram polêmica: Reinaldo Azevedo, Kim Kataguiri e Guilherme Boulos.

A Folha tem hoje 126 colunistas. Se o jornal se propõe a ser plural, tem que levar esse pluralismo às últimas consequências: fazer contratações que parte do seu leitorado seja veementemente contrária. Foi o que aconteceu nesses casos que você citou.

Pelo visto, o “pluralismo” é a resposta-padrão da Folha quando questionada sobre essas e outras contratações — a ombudsman tratou do assunto de maneira semelhante. É uma resposta esperada e aceitável aos que protestam simplesmente porque discordam das opiniões dos colunistas, mas insatisfatória para quem reclama da qualidade dos mesmos. E o problema maior é, de fato, a falta de qualidade. Pluralismo não deveria ser desculpa para contratar colunistas que se destacam, antes de mais nada, pela capacidade de provocar polêmica e atrair audiência.